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Do Cafofo do Dezena - Crônica Viva - Pet Canino
Águas da Prata|cultura|04/07 10:02|92 visualizações
Mesmo aqui em Maringá, madrugadinha de domingo, preparando-me para voltar a São Paulo, estou com a ideia focada em comprar um pet-canino. Têm alguns animais que muito me animam. Um pequeno, trazê-lo para o nosso dia-a-dia familiar, parece-me que fará sucesso. O problema é que sempre que jogo o assunto na mesa, o silêncio impera. Cheguei, desde que tive a ideia, há um ano, a procurar alguns pela internet. Mas, os cuidados que o animal demanda, pede alguém disponível. Quem levará o bichinho para dar uma volta todas as manhãs pelo bairro? E limpar as sujeiras, e vigiá-lo para não fazer arte? As incumbências ficaram para mim, ninguém se prontificou. Pronto. Foi só isso que consegui no diálogo. Nenhuma outra proposta. Poderíamos imaginar o sexo, o nome, a raça: nada, nada, nada. Qualquer dia, entro com o filhote, porta adentro, e quero ver a cara da Luciane e da Letícia. Quem sabe, olhando aquele bichinho bonito, elas se animam. Ninguém teria coragem de desamparar um pobre animal.


É a moda, todos precisam ter um de estimação. Ouvi dizer que a maneira mais fácil de fazer amigos é arrumar um cachorro, colocá-lo no carro e levá-lo para passear domingo no Ibirapuera. Não precisa nem ter bom papo. Primeiro os animais abanam o rabo, se cheiram e ficam amigos. Você pode começar a conversa com um bom dia, falar do tempo, perguntar qualquer coisa que a empatia flui.


Têm alguns inconvenientes, sei. Criações, além do trabalho, dão muitos gastos. Certa vez, quando morava em Indaiatuba, meus filhos pequenos, comprei dois canários do reino. Um para cada. O da Letícia cantava sem dar tréguas, o do Lucas, calado. Depois, descobrimos tratar-se de um casal. Colocamos juntos, criaram tanto que não sabíamos onde enfiar todos os pássaros. Para complicar, veio a carga de piolhos, tive de pedir socorro ao Luti, meu irmão, para resolver o problema. No final das contas, doamos os canários para uma cuidadora.


Não, não, gato não. Sei lá, parece-me que eles não gostam da gente. Ficam no seu canto observando. Não correm abanando o rabo quando chegamos da rua, nem gostam de ficar deitados próximos aos nossos pés durante o futebol. Por isso, comecei a crônica com o pet-canino. De preferência, já castrado e vacinado. Se alguém souber de algum, pode me chamar inbox.
 
Fernando Dezena

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